A Gramática da Libras

A Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras, é a língua de sinais oficial do Brasil. Assim como qualquer outra língua, a Libras possui uma gramática própria que a distingue de outras línguas de sinais e das línguas orais-auditivas.

Estrutura da Libras
A Libras é uma língua visual-espacial, o que significa que a informação é transmitida através de sinais feitos com as mãos, expressões faciais e movimentos corporais. A estrutura da Libras é baseada em cinco componentes principais:

  1. Configuração das mãos (CM): Refere-se à forma como as mãos são posicionadas ao fazer um sinal.
  2. Ponto de articulação (PA): É o local no corpo ou no espaço onde o sinal é realizado.
  3. Movimento (M):Refere-se ao movimento das mãos ao fazer um sinal.
  4. Orientação (O):É a direção para a qual as palmas das mãos estão voltadas.

Expressão não-manual (ENM):** São as expressões faciais e os movimentos corporais que acompanham os sinais.

Sintaxe e Morfologia
A sintaxe da Libras não segue a mesma ordem das palavras que o português. Em vez disso, a ordem das palavras em Libras tende a ser Sujeito-Objeto-Verbo (SOV). Além disso, a Libras utiliza marcadores de rosto para indicar perguntas, negações e outros aspectos gramaticais.

A morfologia da Libras é igualmente única. Por exemplo, a Libras utiliza a repetição de sinais para indicar o plural, e os tempos verbais são indicados através do uso de sinais de tempo, como “ontem” ou “semana que vem”, em vez de alterar o verbo em si.

A Língua Brasileira de Sinais é uma língua rica e complexa, com sua própria gramática única. Compreender a gramática da Libras é essencial para a comunicação eficaz com a comunidade surda no Brasil. Através do estudo e prática, qualquer pessoa pode aprender a se comunicar fluentemente em Libras.